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Agricultura Urbana: uma alternativa para a produção de alimentos

Agricultura Urbana: uma alternativa para a produção de alimentos

A urbanização apresenta-se como um dos principais problemas da humanidade. Com cidades atingindo a cifra de dezena de milhões de habitantes e tendo pouco ou quase nenhum espaço verde e produtivo, a população teme um colapso alimentar. Portanto, novas formas de produção de alimentos estão sendo buscadas.

Uma alternativa que vem se mostrando de grande importância é a Agricultura Urbana, nome dado a agricultura praticada dentro ou próximo aos centros urbanos. Aliada ao desenvolvimento sustentável, esta prática promove um consumo mais consciente, engajamento social e ajuda a diminuir as causas e consequências da poluição.


Da horta de casa ao prato no restaurante

São várias as maneiras de se praticar a agricultura urbana. Hortas e pequenos plantios podem ser realizados em quintais, terraços e lotes desocupados, tanto diretamente no solo, quanto em vasos e outras estruturas.

Inicialmente voltada ao consumo próprio, hoje vem crescendo o número de produções com o objetivo de trocas, doações e até mesmo comercialização, com o plantio de hortaliças, frutas e ervas medicinais.


Alimento sempre garantido

Nos centros urbanos, a alimentação baseia-se basicamente em “nada se produz, tudo se consome”. O alimento que chega ao prato do morador da cidade vem, em sua quase totalidade, de fora.

Dessa maneira, as cidades ficam dependentes da produção e transporte exterior. Se algo acontece nesse processo, o fornecimento é prejudicado.

Um exemplo disso é a greve de caminhoneiros ocorrida no Brasil no ano de 2018. Muitas cidades sofreram pela falta de itens de consumo, com prateleiras de mercado ficando vazias e a população iniciando um estoque em casa, com medo da falta.

Ao manter hortas dentro do centro urbano, as cidades garantem a autossuficiência na disponibilidade de parte de seu alimento.


Evita o desperdício

Um das maiores dificuldades relacionadas à produção de alimentos é o grande desperdício ocorrido durante o transporte e armazenagem, seja por incidentes no processo ou pelo tempo de maturação.

Por aproximar o consumidor da fonte de alimentos, a agricultura em área urbana dispensa a necessidade de transporte ou armazenagem, fornecendo alimentos frescos a população,  evitando o desperdício e diminuindo o uso de agrotóxicos e combustíveis que são utilizados para aumentar a produção em busca de suprir as perdas.


Revitaliza espaços públicos e integra a sociedade

Problema muito comum nas cidades, os espaços ociosos abandonados muitas vezes tornam-se locais de depósito de lixo, um ambiente perfeito para a proliferação de vetores de doenças, como o mosquito da dengue.

Ao investir em uma horta, esses espaços tornam-se locais bem cuidados, que contribuem tanto para a paisagem quanto para o controle desses vetores, além da regulação do microclima por aumentar as áreas verdes da cidade e agir como barreira para a água da chuva.

Além disso, plantios comunitários são uma ótima maneira de integração social, aumentando a sociabilização entre os moradores e podendo ser usado como forma de lazer educativo para as crianças e adolescentes. 


O alimento do futuro

Sabendo a importância que a Agricultura Urbana tem em garantir o alimentos para as cidades, muitos governantes têm realizado incentivos, que vão desde o fornecimento de sementes e criação de hortas comunitárias e até a isenção de IPTU para lotes desocupados que mantém a produção de alimentos.

Iniciativos como esses só tem a crescer e os plantios urbanos têm tudo para se transformarem em uma forma de renda, garantindo não só a autossuficiência alimentar, como a financeira. É a horta das nossas avós sendo adaptadas ao futuro.