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O agronegócio no comércio exterior brasileiro

O agronegócio no comércio exterior brasileiro

Nos últimos 40 anos a agricultura brasileira teve um crescimento médio de 4,8% ao ano e o país passou de um dos maiores importadores para um dos maiores produtores e exportadores de alimento do mundo.

Um dos principais exemplos dessa mudança é o milho. Dependente da importação do cereal argentino no final do século passado, hoje o país é responsável por 20% das exportações do grão, tendo o título de segundo maior exportador com uma média de 30 milhões de toneladas anuais.

Em 2017, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96 bilhões, um crescimento 13% maior em relação a 2016. No período, o agro foi responsável por 44,1% do total de vendas externas do brasil, com um superávit de US$ 81,86 bilhões, o segundo maior da sua história.

Os produtos com maior destaque nas exportações são o complexo soja (com aumento de US$ 6,30 bilhões), produtos florestais  (celulose, papel, madeira, com +US$ 1,30 bilhão), carnes (+US$ 1,26 bilhão), além de café, milho, complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool), algodão, suco de laranja, cacau e couro. A lista ultrapassa 400 produtos e derivados vegetais/animal da agricultura empresarial e familiar.


Mercados

O destinos das exportações são mercadores consumidores de mais de 150 países de todos os continentes. A Ásia segue sendo o principal destino, sendo puxada pela China, a líder entre os mercados do agronegócio brasileiro. Soja em grãos, carne bovina e celulose são os principais produtos.

O segundo maior comprador é os Estados Unidos, seguido pela União Européia, Japão, Irã, Arábia Saudita, Rússia, Hong Kong, Coreia do Sul, Rússia e Indonésia.


Tecnologias e o Futuro

Nas quatro décadas em que o país passou de importador para exportador, a produção de grãos aumentou em aproximadamente 230%, com apenas 50% de aumento de área plantada. E o país produz quatro vezes mais alimentos do que o necessário para atender a toda sua população.

Isso se deve pelo investimento na agricultura tecnificada, realizada com o mesmo padrão de países mais desenvolvidos, e o uso de de institutos de pesquisa, ensino e extensão rural. O resultado dessa combinação é que alcançamos o reconhecimento internacional por fazermos uma agricultura com alta produtividade e fundamentada em tecnologias e em bases sustentáveis.

O objetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o futuro é aumentar a participação do Brasil nas exportações mundiais de alimentos de 7% para 10% em cinco anos.

Um dos modelos de produção que mais cresce e que deve prevalecer é o de sistemas integrados, que permite o uso de área agrícolas de forma intensiva durante todo o ano. Esse sistema funciona por meio de plantio em rotação, consorciação ou sucessão, permitindo várias possibilidades de combinação entre os componentes agrícola, pecuário e florestal.

Outra tendência para o futuro é a agricultura de precisão, uma prática que utiliza a tecnologia da informação para a automação agrícola, onde solo, adubos, agrotóxico, doenças, variáveis climáticas e outros itens são analisados por meio de aparelhos com sensores. Dessa maneira é possível decidir qual a necessidade específica da produção.

A pesquisa agrícola possui papel fundamental na geração de conhecimentos, tecnologias e inovações e a exportação agro é cada vez mais relevante para o Brasil, sendo um dos caminhos para tornar o país ainda mais produtivo, inovador e competitivo. O país tem a capacidade de tornar o agronegócio um fator ainda mais determinante para o seu desenvolvimento.