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Presença de mulheres no Agronegócio

Cresce a presença de mulheres no agronegócio

Apesar de ainda ser um setor majoritariamente masculino, a presença da mulher no agronegócio vem crescendo a cada ano.

Segunda dados da Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o número de mulheres no agronegócio, entre 2004 e 2015, aumentou em 8,3%.

Além de aumentar em quantidade, a qualificação feminina também cresceu. As trabalhadores com ensino superior correspondem a 15% do total, quase o dobro quando comparado a 2004.  Já aquelas com ensino médio foram de 31% para 42% do total.

Na outra mão, as vagas para funcionárias com menos instrução caíram. Para as mulheres com apenas ensino fundamental, houve uma queda de 50,6% para 37,3% e as sem instrução de 11,4% para 5,6%.

Apesar do crescimento da participação feminina, o agronegócio ainda é uma área dominada por homens. O total de mulheres trabalhadoras no campo em 2015 correspondia a 28%. Número baixo, quando comparado a economia geral, onde a participação feminina já era de 40%.

As dificuldades

Apesar de a pesquisa do Cepea mostrar que 67,9% das mulheres que atuam no agronegócio se mostram satisfeitas, elas ainda encontram algumas dificuldades para trabalhar na área.

Em uma pesquisa realizada pela Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), 71% das entrevistas disseram que já enfrentaram problemas no trabalho motivados por questões de gênero.

Em sua maioria, elas relatam que há uma dificuldade por uma parcela dos trabalhadores homens em aceitar as suas opiniões, mesmo quando possuem formação superior.

Segundo Heliani Berlato, professora do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq/USP) e coordenadora do Gecop (Grupo de Estudos de Carreira, Organização e Pessoas), é mais comum nos estágios que os alunos homens sejam destinados a práticas no campo, enquanto as mulheres conseguem vagas apenas nas áreas administrativas.

Isso é evidenciado nos cargos de gerência, onde a cada 10 dirigentes, apenas 3 eram mulheres (Cepea, 2015).

Expectativas

Apesar das atuais dificuldades, a participação feminina no agronegócio já teve um grande avanço e as expectativas para o futuro são promissoras.

Se há 20 anos as mulheres precisavam brigar para conquistar o mínimo de espaço na área, hoje elas são as donas de suas próprias fazendas e produções. Da mesma maneira, Teka Vendramini é a primeira mulher a ocupar uma diretoria da Sociedade Brasileira Rural (SRB) nos 100 anos de existência da entidade.

Percebendo a expansão e importância da presença da mulher no agronegócio, congressos e encontros femininos sobre a área são cada vez mais comuns.

No lançamento da FEMEC 2019 (Feira do Agronegócio Mineiro) que aconteceu no dia 21 de março, o papel da mulher no agronegócio foi tema discutido.

O coordenador da feira, João Calor Semenzin, considera que a expansão e crescimento do setor está diretamente ligada a consolidação da mulher no segmento. Para ele, a nova fase da agricultura depende da atuação feminina.

Pensando na importância da presença da mulher no agronegócio, a feira deste ano teve um encontro exclusivo de mulheres, com o tema Mulheres em Campo, a atuação, o resultado e a liderança feminina no agronegócio, com três palestras em sua agenda.

Em 2016 foi criado o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, esperando a participação de 300 participantes. Receberam o dobro de inscrições.
Em 2017, haviam mil inscritas e, para o ano passado, foi planejado receber 1500 inscritas, mas participaram 1600 e o organizador acredita que se houvesse espaço para 2000, teria lotado.

Este ano o CNMA acontecerá nos dias 08 e 09 de outubro, na Transamerica Expo Center em São Paulo/SP.

Destinado às agricultoras, pecuaristas, cooperadas, profissionais da indústria, produtoras integradas, sucessoras, executivas de corporações do setor ou herdeiras de propriedade agropecuária, o evento tem o objetivo de trazer novidades do setor, destacar cases de sucesso, reproduzir conhecimento e promover networking entre as mulheres de todo o país.

A MCL respeita e investe nas mulheres do nosso país e esperamos que os números da participação feminina sejam cada vez maiores!

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