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Juros em queda e agronegócio mostram sinal de recuperação na produção industrial

Juros em queda e agronegócio mostram sinal de recuperação na produção industrial

Comparado a julho de e 2019, agosto teve um avanço de 0,8% na produção industrial, interrompendo três meses de queda do setor. O aumento, acima do esperado, foi puxado pelos bens intermediários, que tiveram crescimento de 1,4%.

Mesmo com o resultado positivo, a indústria ainda teve queda de 2,3% quando comparado ao mesmo ano de 2018. Junho e julho também apresentaram recuo, de 2,9% e 2,5%, respectivamente, na comparação anual.

Os dados foram divulgados pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).  Segundo economistas, apesar do crescimento, a atividade industrial continua devagar, apenas compensando o que foi perdido.

Dos 26 ramos pesquisados, 10 obtiveram crescimento na produção, de acordo com o IBGE. No mês anterior, onze haviam registrado queda. Com aproximadamente 11% do PIB nacional, a produção industrial é um dos principais meios de avaliação do desempenho da atividade econômica.

Segundo o Banco Central, o mercado financeiro projeta uma estagnação na indústria em 2019, com queda de 0,06%. Já para o PIB, a expectativa se mantém em alta de 0,87%.

O faturamento do setor cresceu 0,6% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo os indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar de esperado um resultado positivo para o final de 2019, espera-se que o crescimento não seja muito expressivo, devido à desaceleração global, além das baixas vendas para a Argentina.  


Setor de caminhões também cresce

Com alta de 41,4% nas vendas e 13,1% na produção entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018, o setor dos caminhões projeta fechar o ano com o melhor desempenho em mais de uma década. 

Um dos motivos do crescimento é a substituição das empresas dos serviços terceirizados de transporte pelas frotas próprias. Isso tem acontecido pelo grande aumento do custo de frete, devido ao aumento no preço mínimo.

Esse aumento no ritmo do mercado de veículos de transporte teve um efeito positivo no agronegócio, principalmente no transporte de grãos para fins de exportação. As montadoras também esperam um crescimento acima de 50% para o final do ano, impulsionado pela quedas de juros e expansão dos negócios no campo.

Porém, devido às incertezas de crédito, de abril a junho, as vendas de máquinas agrícolas caíram 17,5% em agosto, quando comparado a 2018 (5,8% acumulado no ano). 

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comentou o assunto, falando que será necessário tratar do assunto com o Ministério da Agricultura, pois, de acordo com ele, é necessário realizar um plano safra com recursos para o ano inteiro, havendo subsídio para o produtor realizar a aquisição de novos maquinários.